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quinta-feira, março 29, 2007


Dentro, numa mesa comprida que mais parecia uma távola de cavaleiros, sentamos para nos fartarmos de frango com quiabo acompanhado de ótimo arroz com feijão e polenta. Comida deliciosa de D. Cida.

Para fazer digestão pedalamos até o parque da Cachoeira da Índia. O lugar está meio abandonado, mas nos refrescamos nas águas marrons escuras.

Depois foi voltar com rapidez, já pensando no sossego da casa da gente e de um bom descanso para recomeçar o trabalho no outro dia. Mas sempre deu para tirar uma foto na jaqueira, por onde voltamos.

terça-feira, março 20, 2007




COMPETIÇÃO EM RESENDE ou
REFLEXÕES EM CIMA DUMA BIKE



Neste domingo, 18/03/2007, eu e Lili fomos de carro até Resende. Deixei-a na casa de nossos sobrinhos, Marlene e Maércio, e pedalei até o Parque das Água na avenida que beira o rio Paraíba do Sul. A manhã estava ótima para um esforço grande, nublada e fresca. Fiz minha inscrição no meio de mais de 80 ciclistas.

A largada repete aquela tensão que deixa a gente cheio de energia. Faltou uma música de competição bem alta, como acontece nas largadas em Barra Mansa. Rodamos pela estrada de terra que vai para Bulhões acompanhando o Paraíba. Nesta primeira meia hora fico hiper-respirando, mais pela ansiedade do que pelo esforço. Daí, entramos por caminhos de fazenda.

Nos sobe e desce dos caminhos de barro e pedra fiquei pensando no meu trabalho, as preocupações com um mercado muito competitivo e dispersivo que nos obriga a estar sempre reformulando o jeito de trabalhar e oferecer nossos produtos e serviços. Isto tudo sem se desligar da trilha irregular, sempre ligado na mudança das marchas e ainda olhando a paisagem linda que se descortina no meio do nada. O córrego Barranquinha me acompanhava lá de baixo.

De repente, uma ambulância passa por mim sem nenhuma cerimônia me apertando no caminho estreito. Lá na frente ela parou esperando os competidores. A presença de um apoio deixa, lá no fundo da mente, mais tranquilo.

Se o caminho era ruim imagine quando a ponte era só um toco e um bambu servindo como corrimão? Você teria coragem de passar montado na bike? Eu não!

Depois entramos na estrada Rialto-Resende. Finalmente uma estrada de chão, mas boa para veículos de duas e quatro rodas que subia sempre antecipando longas descidas até o vale do rio Paraiba, muito longe ainda.

Com 3 horas de pedalada firme, só parando para beber um gole d’água ou tirar uma foto rápida do riacho Barranquinha, cheguei na Boca do Leão, lugarejo de sítios espalhados, com um botequim para vender cerveja, cachaça e refrigerante. Estava esgotado e já me sentindo sem forças pra correr outros 17km. Mas um cheiro de carne tostando na brasa me levou a um grupo de alegres camaradas que naquele lugar perdido jogavam conversa fora. Contando uma história instrutiva, consegui ser convidado para comer uma carninha que estava uma beleza de salgada. Dali foi correr para a faixa de chegada.

Então, com o estômago forrado, sem sentir tanto a dor nos músculos trapézio das costas e cheio de animação, vi a cidade de Resende acomodada aos pés das Agulhas Negras. Ainda estava longe, mas o fim da competição estava mais próximo.