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sábado, outubro 25, 2008



Depois de subir tanto desfrutamos de uma descida cheia de pedras soltas que exigiu toda a atenção da gente. O rio Congo corria ao nosso lado despencando em uma cachoeira após outra. Paramos para olhar belos lagos que numa tarde quente prometiam um banho refrescante, mas não dava para cair nesta tentação, o sol já se punha entre nuvens com uma cor violeta tão linda que nem a máquina digital conseguiu captar.


Saímos na entrada de Vargem Alegre e só com o farol de Pedro iluminando o caminho corremos para Pinheiral. Dunga engasgado com minha falsas promessas acabou botando pra fora: “Pô, Zé Adal, você disse que era um pouco mais que ir a Arrozal! Estamos andando a seis horas sem parar!” Que que eu podia dizer? Levantei os ombros e disse: “Mas foi bom, não foi?” E eles concordaram. Ô trilha bonita! Falamos em repetí-la numa noite de lua cheia.

Já saindo de Pinheiral lembramos que o pessoal do Clube Bike Adventure devia vir em nossa direção para o costumeiro passeio noturno. Pedalamos por todo o leito da antiga estrada ferro e não o encontramos. Mas quando pensávamos que eles tinham ido para outro lugar eis que vemos os faróis piscando lá na entrada do túnel da Água Limpa. Foi uma confraternização cheia de sorrisos e apertos de mão e cada grupo foi para o seu lado.

segunda-feira, outubro 20, 2008


Ciclistas pinguços
ou
O Vinho Alegra o Coração

Neste domingo, 19/10/2008, enquanto vários colegas ciclistas voltavam de uma visita à Canção Nova e outros ficavam enrolados no cobertor, nós quatro saímos afrontando um céu carregado e uns poucos chuviscos. O destino era S. Bento, lugarejo com um bar que serve um pastel caseiro muito bom. Seguimos o trajeto tantas vezes percorrido até Amparo. Em pouco mais de 15 km passamos por boas subidas que exigem um bom esforço e descidas que mexem com nossa adrenalina.

Fomos até Sta. Izabel do Rio Preto subindo a serra da Mutuca em ótimo tempo. Márcio e Édson fizeram os 2.800m em 14min e eu e Manoel em 20. Depois de um breve giro pela cidadezinha voltamos com chuva e paramos no bar. O som alto sempre está tocando um forró animado. Desceram os pastéis e um vinho tinto suave gelado. Na realidade repetimos duas vezes. Com a euforia natural provocada pelo álcool planejamos novas pedaladas e uma festa familiar para o final do ano. Tudo com muito riso e pouco siso.


Com muito entusiasmo e pouca firmeza nas pernas decidimos jogar uma partida de sinuca que minha dupla perdeu sem ganhar uma vez sequer. A chuva continuava com um frio que pedia para a gente ficar por ali bebendo mais um pouco, mas a vontade de tomar um banho quente e ficar agasalhado em casa falou mais alto e pedalamos de volta. Foi um passeio com exercício e muita descontração.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Trilha na mata entre Penedo e Itatiaia
Quando os humanos eram pouco numerosos no planeta a natureza, o conjunto das leis da vida, governava a Terra sem qualquer interferência importante da gente. Usando a luz do Sol, a força gravitacional da Lua, o vento, a chuva, o frio e o calor esta dedicada mãe da vida fazia mil experiências criando uma variedade estonteante de vegetais e animais. Por muito tempo andávamos no meio disto tudo com reverência. A muito custo o ser humano abria um caminho no meio da mata cerrada e para o manter precisava ser diligente em usar o espaço conquistado se não o mato cobria tudo novamente, as enxurradas abriam valas na trilha e empoçavam criando atoleiros quase intransponíveis.

Depois, crescemos, nos multiplicamos e nos tornamos tantos que passamos a dominar a natureza, isto é, tentamos mantê-la longe de nossa casa. Mas na nossa memória mais primitiva ainda nos lembramos que foi ela que nos fez. A natureza é nossa mãe. Por milhões de anos as leis biológicas e físicas foram nos moldando. Devemos a vida, o prazer de desfrutar de um momento neste planeta, a ela, e ao nosso Pai o milagre da vida. É por isto que que viemos de longe e de perto para passar no meio da mata, para estarmos no útero de nossa mãe. (foto de JBosco)

Neste domingo, 12/10/2008, o apelo de fazer uma trilha no meio da mata Atlântica atraiu ciclistas do Rio de Janeiro, Volta Redonda, Barra Mansa e Resende. Os carros chegavam despejando homens e mulheres e bikes. Uma energia eletrizante dominava o ambiente. Velhas histórias eram lembradas e planos futuros eram revelados. Uma amizade sadia girava no meio daquelas pessoas que precisam estar em contato com a natureza usando a força de seus músculos para penetrá-la e procurando não ferí-la ou se a magoamos, fazendo o mínimo possível.

Mais de cinqüenta ciclistas saíram rapidinho do asfalto e entraram na mata. Riachos descem da serra de Itatiaia e cortam a trilha nos obrigando a carregar a bike nas costas. Quem disse que é fácil o contato com a natureza! Os picos das Agulhas Negras nos observavam do meio das nuvens. Subindo e descendo caminhos o nosso coração batia forte com o esforço e com a alegria do passeio. Atravessamos pontes com a água cristalina rolando por baixo desde tempos imemoriais.

Quando chegamos perto de Itatiaia um riacho de águas frias nos recebeu e paramos para um banho demorado. A natureza preparou estas belezas para serem desfrutadas pelos que se animam a sair de seu conforto artificial e vir ficar perto dela, como uma mãe que prepara a casa e faz um almoço caprichado para receber o filho que passa o tempo sem lhe visitar.