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sábado, maio 22, 2010


Então, com muita estrada pela frente a conversa rolou solta. No começo da pedalada é comum se jogar conversa fora, um papo descontraído, colocando o assunto em dia; na volta a gente vem mais introspetivo, os pensamentos correndo a frente da bike.
Neste trelelê chegamos ao quilombo.

terça-feira, julho 15, 2008


Aí foi subir a serra da Beleza que nos pareceu bem fácil desta vez. Só paramos pra tirar fotos nos Arcos e acima de Pedro Carlos entramos no leito da antiga estrada de ferro e corremos para o túnel que vive a chorar, derramando rios de lágrimas por estar abandonado.

A maioria dos companheiros não tinha passado por ali e ficaram admirados com a paisagem. Dunga comentou que possivelmente nenhum passageiros dos velhos trens que desciam a serra poderiam imaginar que um dia um grupo de ciclista estaria correndo pelo leito sem trilhos e apreciando a bela vista, quase intocada, que eles viam de seus lugares dentro do vagão.

segunda-feira, maio 19, 2008


Numa subida que parece interminável passamos pela ponte dos arcos num momento em que a dama da noite finalmente deu os ares de sua graça antes de se esconder novamente atrás das nuvens, pelo arraial de Pedro Carlos com muita gente ainda na rua indo embora depois de uma festa, até chegarmos no mirante. Da bela vista que se descortina dali não se via nada.

domingo, maio 11, 2008


Mas como não há mal que sempre dure, chegamos ao alto do Robertão com o relevo áspero da região se descortinando diante de nossos olhos.

Depois de um breve descanso descemos para a pedra negra e nos exibimos como se fossemos voar pelo céu acima de S. bento.

Como havia prometido a eles, chegamos a S. bento sem precisar subir a Mutuca, mas eles juraram que quando convida-los para procurar uma nova trilha eles não me acompanham mais.

sábado, maio 03, 2008


Nos momentos em que estava sozinho, descendo correndo ou subindo em ritmo diferente dos outros, pensava. Em certo instante refleti na tarefa que Deus ou nossos mentores espirituais deram ao mestre Manoel. Ele é um captador de novos colegas. Hoje mesmo, além de nós dois, nos acompanhavam Marcio, Marco e Edson que aprenderam a beleza de pedalar mountain bike com ele.

O dia estava ideal até que uma garoa fria se transformou em chuva fina e gelada. Sorte que chegamos ao bar. Lugar delicioso para se ficar descontraído. “Seu” Geraldo trouxe amendoins colhidos em seu terreno para irmos degustando enquanto “dona” Maria fazia os pastéis de um palmo estufado de uma carne moída muito bem temperada. Jogamos conversa fora e fizemos mil planos. Pensei, vendo-os tão animados com novas pedaladas, no que disse meu médico: O exercício produz endorfinas que são ótimos neurotransmissores que nos enchem de prazer pela vida e aumentam nossa auto-estima.

O pastel foi acompanhado de um vinho misturado com um pouco de Coca Cola para dar um gosto de champagne. Uma música caipira tocava alto e cheguei a ensaiar uns passos de dança. O ambiente era de sossego, bem de acordo com o dia chuvoso e frio.

sexta-feira, janeiro 18, 2008


A subida da serra da Beleza é longa mais a inclinação é fácil. Paramos numa fonte para encher as garrafas e depois de passarmos pela pequena Pedro Carlos gastamos algum tempo admirando a ponte dos arcos, obra ferroviária antiga e muito bela. O tempo estava muito encoberto ameaçando cair uma forte chuva, mas só pegamos um pouco de chuvisco.

Depois de percorrermos alguns quilômetros pelo leito da antiga estrada de ferro Sta Izabel (desativada) chegamos ao túnel do Capoeirão aberto entre 1877-1886, nada muito impressionante se não fosse a escuridão que fez a maioria atravessá-lo empurrando a bike e os guinchos agudos das centenas de morcegos pendurados no teto. Uma cortina de água fria das chuvas marcava a entrada e a saída do túnel.

quinta-feira, dezembro 13, 2007


A conversa tomou um rumo muito edificante: o casamento e a relação com as nossas cara-metade. Enquanto a estrada terminava num curral e o caminho seguia subindo um morro íngreme João Bosco dizia que sua concepção de esposa é da companheira em quem podemos confiar e que se não consegue nos acompanhar em nossa distração também não critica nem tira nossa liberdade. Inspirado cantei uma música de Vinícius que diz:
Mas se você quer ser minha amada,
Mas amada mesmo amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer,
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você.

segunda-feira, outubro 15, 2007


Se a gente procurava uma opção para evitar a subida da Mutuca perdemos tempo, por 1,7 km pegamos uma subida dura com uma inclinação de 65º que não deu para subir montado. Os jovens voltaram e só o mais velho deles, Vinicius, continuou com a gente. Lá do alto a paisagem era deslumbrante. Vimos uma estrada serpenteando lá em baixo e decidimos de outra vez procurá-la. Parecia ser outro caminho de Amparo para S. José do Turvo.

Foi uma terrível pedalada que lembrou aos que foram à Ibitipoca a dura subida do Taboão. Mas saímos no alto da serra do Rio Bonito, duas ou três vezes mais alta que a Mutuca. Na beirada de uma pedra negra descansamos. Foi na chegada daquele ponto alto de observação que Sidney capotou e deu duas cambalhotas no chão seco lá das grimpas do pasto.

sábado, outubro 06, 2007


Éramos os mesmos cinco companheiros: João Bosco, João Inácio, Wesley, Sidney e eu. Mas o jovem Rafael conseguiu contatar o celular de Bosco e fomos andando devagar até ele nos alcançar na serra da Mutuca. Chovia fino e fazia frio.

segunda-feira, maio 14, 2007


Festa no Quilombo São José


Desde que soube da festa passei a planejar minha ida e pensar em como convencer meus colegas do pedal a me acompanhar. Nesta semana consegui organizar tudo e fomos. Saímos às 6:30 deste sábado, véspera do Dia das Mães.

Entramos no vilarejo acolhedor com a rua principal calçada de pedras irregulares, seu casario antigo e a paz e tranqüilidade que cerca o lugar. É de lei, quando passamos por aqui, fazer uma visita ao Ronaldo, dona da pousada e presidente do Clube dos Jeepeiros da região. Ai está ele cercado pelos 4 cavaleiros: Manoel, João Bosco, Dunga e eu. Ele nos deu mais algumas informações sobre as trilhas da região: como, por exemplo, a que chega ao vale das bromélias no alto da serra da Beleza. Um dia vamos lá.

O asfalto acabou e entramos na estrada de terra que vai para Conservatória e, depois da terceira ponte, na bifurcação, tomamos o caminho do Quilombo.

Mas não sem antes dar uma olhada na bela cachoeira que rola altaneira e refrescante para banhar o caminhante ou o pedalante cansado. Entretanto o tempo premente não permitiu um banho relaxante.