Houve hora para sair, não houve para a chegada dos cansados ciclistas. Mas naquela noite dormiram com o coração transbordando de paz e felicidade. Nesta foto, o domingo terminando, ainda estávamos em Rio Preto.
terça-feira, setembro 18, 2007
Visita a Cachoeira do Cici
Cada pedalada tem um tema ou um assunto que se evidencia. Neste domingo, passando por terras queimadas e sentindo um sol de verão em pleno setembro, falamos muito do desequilíbrio que o ser humano está causando à natureza. Neste morro com a vegetação calcinada pelo fogo só sobrou este belo ipê amarelo. Um sobrevivente.
E olha que o objetivo era tomar um banho numa cachoeira maravilhosa no município de Quatis, RJ, e até escolhemos uma trilha que tinha bastante verde e riachos. Passamos pela trilha do rio Peixe e, neste ponto, estamos bem no encontro de suas águas com as do rio Turvo.
Num trecho da trilha os olhos atentos do colega João Inácio perceberam uma casa no meio da mata. Descemos lá e encontramos um antigo moinho movido por água, mas a tubulação não tinha mais água para mover as pás. Ficamos curiosos de ver que o proprietário das terras estava reativando o lugar e consertando as peças.
Subimos a serra de São José e quando chegamos no pé da serra, numa pequena lagoa vimos um espetáculo impressionante da força da vida: sapinhos ainda com rabo, que até a pouco eram girinos, enchiam as margens. É só cuidarmos dos mananciais de água que a vida prospera e se multiplica.
Na estrada Quatis-Amparo, vimos várias queimadas e açudes quase secos. A grama seca e marrom faz o gado perder peso andando muito e comendo insuficiênte. Veja que perto do açude, mesmo com pouca água, a grama ainda está esverdeada.
Em Quatis fomos pegar água na fonte que está bem cuidada. A água pura é vida. Sem ela, pedalando horas seguidas, a gente sente cãimbras, desidrata e perde as forças.
Mas, bem perto da fonte, sob uma ponte pênsil, vimos um espetáculo que desmerece o trabalho bonito da administração do prefeito Alfredo em Quatis: um córrego que é um esgoto pútrido e sem vida. Uma água morta que enfeie um lugar bonito. Bem cuidada a ponte balançante pode ser outra atração da cidade.
Na estrada Quatis-Barra Mansa passamos por muitas outras queimadas até chegarmos à linda cachoeira do rio Turvo e nos refrescamos com a torrente limpa e fria.
Cansados e desidratados da pedalada é que damos valor a água, um bem maravilhso de nosso planeta que precisa ser protegido com reflorestamento das margens dos rios e dos grotões onde ficam as nascentes.
Precisamos cuidar de nosso planeta. Cada um fazendo a sua parte num trabalho de formiguinha, com o risco de se não nos preocuparmos com o equilíbrio da natureza deixarmos a Terra só para as formigas, ou até sem elas. Como acontece no planeta Marte, que já teve água e hoje está estéril e morto.
Aqui em casa estamos fazendo algumas coisas que dão trabalho, mas nos fazem sentir bem. Separamos todo o lixo reciclável: garrafas, plástico, vidro e papel. Quando juntamos um bom bocado – em 10 dias são mais de 10 sacos de mercado – levo para a APAE aqui perto. Também juntamos e jogamos no vaso sanitário a água da roupa lavada. Vai salvar o planeta? Sei lá, mas queria que sim.