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quarta-feira, setembro 26, 2007


Seja apreciando junto portentosas obras das mãos do Pai e da Natureza, como este corte explêndido feito na pedra por águas do rio e da chuva, pelo vento frio e pelo sol ardente, e que se chama Boqueirão.
Nada é comparável a experiência de presenciar ao vivo as maravilhas da Terra. Benção distribuida aos que se aventuram para além do seu cotidiano sempre igual.

Nestes tempos modernos onde tudo acontece muito depressa e mal temos tempo de curtir o que se passa em nossa volta, andar de bicicleta pelas montanhas dá oportunidade de apreciar os perfumes da vegetação, ouvir os cantos dos pássaros e sentir a água fria tirar a quentura dos braços, do rosto e da cabeça.

João disse que neste justo trecho o forte Márcio lembrou que se gasta menos energia rindo que chorando, então trataram de sorrir porque ainda tinha muito chão até Ibitipoca.

Vivendo em cidades grandes com milhares de pessoas se esbarrando nas ruas e centenas de carros disputando espaço com os pedestres visitar as cidades perdidas entre as serras, como a pequena Itaboca, faz o coração sossegar. Os ciclistas não puderam desfrutar daquela paz por muito tempo e logo a pequena vila ficava na distância, lá embaixo.

Não foi uma felicidade conquistada sem esforço. O caminho estreito e que os fez subir sempre exigiu força dos músculos e perseverança em face as dores que sentiram por todo o corpo. O ar entrava sibilando pelas narinas para suprir os pulmões que resfolegavam por oxigênio. Que vale que ali, naquela alto de serra, o ar era maravilhosamente puro.

Ivete, única mulher entre tantos ciclistas, provou que a presença do ser feminino sempre foi uma constante entre todos os grupos humanos que empreenderam grandes feitos. João Bosco testemunhou que esta pose, um símbolo da vitória e da alegria de viver, só poderia ser feita por uma mulher.

terça-feira, setembro 25, 2007


Às vezes a vontade é abandonar o corpo no chão e não mexer um só músculo ouvindo o coração martelar em ritmo apressado. Depois, comerão um macarrão no capricho para repor os carboidratos que tinham gasto de montão.

Mas não há mal que sempre dure e, no sábado, os vencedores envergando a camisa dos participantes daquela verdadeira cruzada entraram com o coração cheio de alegria pelas portas, se não do céu, pelo menos do lindo Parque Nacional de Ibitipoca.

No parque tem tanto para ver e conhecer! Grutas como a dos Tres Arcos e vistas deslumbrantres como a Janela do Céu . Os bikeres foram levados a remansos de águas frias e límpidas como a prainha, e chegaram a entradas de cavernas misteriosas. Tudo era: amizade e novidade.

Naquela noite do dia de sábado, 08/09/2007, cantaram juntos os parabéns para o entusiasta companheiro Reginaldo que nasceu há muito tempo com uma boa estrela para ajudar os outros promovendo passeios tão compensadores quanto este.

Domingo não foi um dia de descanso. Pedalaram de volta pra casa por mais de 160km. Quem não dá valor a uma pedalada com esforço podia perguntar cheio de inveja: ‘Por que estes discípulos não descansam no domingo do Senhor?’ Fazemos nossas as palavras do grande Mestre Jesus: ‘Eu sou o Senhor do sábado e de todos os dias. A cada dia faça o bem, ame seu irmão e goze do mundo que o Pai fez pra vós com amor. Seja caminhando, seja pedalando’.

A refeição do meio do dia, tal qual uma ceia de comunhão, foi saboreada com muita fome e apetite na pensão de D. Maura em Sta. Bárbara do Monte Verde, MG. A mineira, cozinheira de mão cheia - como Marta, irmã de Lázaro que servia Jesus - distribuiu doce sem nada cobrar para animar ainda mais aqueles corações alegres.