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sábado, outubro 06, 2007


Passeio pelo lado Mineiro do Rio Preto

Não sei se você acredita no poder do pensamento, coisa assim como desejar que a chuva pare desenhando um sol no chão ou dançado como os índios para fazer chover quando o tempo está muito seco. E quando a gente anda de bike esta força da mente tem funcionado mais de uma vez. Conseguimos isto neste domingo, 30/09/2007. A manhã estava fria e o céu encoberto de nuvens. Ameaçava chuva e ela pegou a gente antes de Amparo.

Éramos os mesmos cinco companheiros: João Bosco, João Inácio, Wesley, Sidney e eu. Mas o jovem Rafael conseguiu contatar o celular de Bosco e fomos andando devagar até ele nos alcançar na serra da Mutuca. Chovia fino e fazia frio.

O frio estava de doer e nossa roupa molhada no corpo piorava as coisas. Fizemos uma corrente desejando que o tempo melhorasse e logo, na chegada em Sta. Rita já não chovia mais. Viu?

Ainda era cedo, o bom restaurante que escolhemos para almoçar ainda não estava aberto e saímos passeando pela cidade que se emancipou no mesmo ano em que eu e João Bosco nascemos, 1944. Visitamos a catedral e subimos as ruas de calçamento pé-de-moleque.

sexta-feira, outubro 05, 2007


Depois do turismo corremos para almoçar. O fogão a lenha estava bem abastecido de boa comida. Observe como o prato do Sidney está bem fornido e olha que ele estava enfastiado. O restaurante fica em frente a antiga estação de Santa Rita de Jacuritnga. O lugar tranquilo tem tudo de bom para um passeio com a família.
Decidimos não descansar e saímos pedalando devagar. Seguimos em direção a Cruzeiro e lá na frente desviamos para a direita em direção ao Rio Preto e seu curso encachoeirado.
Acompanhando a corrente chegamos a uma bela cachoeira. Remansos convidavam a um banho refrescante, mas não pudemos nos demorar ali. A tarde ia avançando rápido. O tempo voa mesmo quando estamos numa atividade tão prazeirosa.

Depois, encontramos um local de fé. Sobre uma laje de pedra erguiam-se cruzes, amontoavam-se muitos pedregulhos e algumas oferendas. Aquilo nos deixou muito intrigados. João Inácio até opinou que parecia um lugar onde aconteceu um acidente com várias mortes, mas a verdade era bem outra.

Visitamos, novamente, a fazenda Santa Clara e fomos conversar com os moradores das casas que há muito serviu de senzala sobre aquele estranho altar de pedra. Ali, um rapaz chamado André, contou que no local da laje muitas pessoas fazem oferendas à um negro do tempo da escravidão que foi punido por seus senhores com uma morte horrível. Mané Pereira teve pedras amarradas as pernas e ainda vivo foi jogado no rio Preto, mas seu corpo boiou e daí em diante passou a ser venerado. Parece que tem feito alguns milagres.
A tarde estava muitolegalpara pedalar, sem sol forte e com uma brisa fresca. Nós que acreditamos que o tempo ia melhorar em nosso favor alcançamos nosso objetivo.
Depois não perdemos tempo e corremos para casa que ainda estava muito longe. A noite nos pegou depois de Amparo. Foram 140km que deixou todo mundo bem esgotado, eu mais que todos.

quarta-feira, setembro 26, 2007


Evangelho de Ibitipoca

Estimado amigo, quero lhe contar a verdadeira história da pedalada até a cidadezinha de Conceição de Ibitipoca. É bem verdade que não sou testemunha pessoal dos eventos, mas semelhante ao evangelista Lucas que não acompanhou o Senhor Jesus e escreveu o Evangelho de Lucas segundo o testemunho dos apóstolos, tudo que aqui vou narrar soube diretamente de Manoel, João Bosco e outros que participaram desta epopéia.

Foram 18 ciclistas determinados e cheios de fé em que completariam seu objetivo e desfrutariam muitas alegrias.
Pode depositar absoluta fé de que neste mundo cheio de corrupção e violência ainda existe o companheirismo fraternal que apóia o colega: seja indo resgatar uma ovelha que se desgarrou depois de Cruzeiro e seguiu um caminho largo ao invés da trilha apertada;