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sábado, abril 24, 2010


E a paisagem desfilava devagar diante de nossos olhos ávidos. Coisas belas que a Natureza realizou com forças tremendas. O que é hoje não foi igual há 10.000 anos nem será daqui há outros 10.000. As horas passavam devagar nos dando tempo para cimentar uma boa amizade. Veio o almoço gostoso e voltamos a pedalar.

É hora da “cauda”. O corpo está moído, todos os músculos reclamam, o peito arfa, e só com muito controle conseguimos respirar da maneira certa: profunda, enchendo pulmões e abdome e soltando devagar. Bom se a pedala fosse só o “coração”, a parte boa. Mas, como no dia a dia, “entornamos” a bagaceira misturada, o bom e o mau.

quarta-feira, abril 21, 2010

E quem ouve diga: vem!
Quando comemoramos seis anos de existência do Clube Bike Adventure fizemos uma bela confraternização. Os primeiros adeptos lembraram aquela meia dúzia que se transformou em centenas. No livro O Vendedor de Sonhos dá a quem foi chamado para uma atividade a seguinte missão que nós do Clube Adventure temos obedecido: "Dialoguem com as pessoas. Perguntem, a quem encontrarem pelo caminho, no que lhes podem ser úteis. Não invadam sua privacidade e não controle ninguém. Enxergue-as como elas se vêem. Sejam solidários, generosos e solícitos. Lhes garanto que ambos sairão muito mais humanos e muito mais fortes".
É assim mesmo que me sinto, durante uma pedalada, quando passo por um ciclista e grito: ei, vem com a gente!

segunda-feira, abril 12, 2010

Abrindo nossos caminhos
Em todas as culturas o círculo representa a vida do indivíduo. Dentro dele são pintados seus feitos. Este histórico é preferencialmente denominado mandala. Os acontecimentos marcantes eram desenhados da periferia para o centro, assim tudo que fazemos durante nossa existência influencia nosso final de vida. Jung costumava pedir a seus pacientes para pintar uma mandala pessoal e analisando-a entender o que o afligia. Um dos maiores perigos é nos darmos um xeque-mate, fechar nossos caminhos. Uma velhice abandonada ou dificultada por doenças ou penúria é na maior parte das vezes a colheita do que plantamos. É preciso abrir nossos caminhos.

Mas estou dizendo isto tudo a propósito da pedalada deste domingo, 11/04/2010. Durante a semana encontrei o ciclista Marco com quem andei raras vezes e ele me convidou para um passeio até a represa de São João Marcos. Aceitei, estaria abrindo novas opções, ganhando novos colegas.
Quando entramos em um grupo temos de nos adaptar aos seus costumes e o primeiro, que estranhei é seu hábito de só comer em casa, na trilha é só pedalar. Mas em Arrozal pedi para parar na padaria do Francisco: sei lá quando vou comer de novo!

Bem, íamos atravessar Passa Três e lá, pensei, faço a turma parar na outra padaria, mas estavam na frente e tive de segui-los batido. Subimos sem parar passando por belos lugares, parava para fotografar e ficava para trás. Mas conhecia o caminho. A bicicleta de Marcos quebrou de um jeito que nunca vi, soltou o parafuso das coroas e ficou sem a menor. Mas para ele não era nada, continuava subindo à vontade.

Na represa decidi saltar fora. Anunciei que não ia voltar com eles, preferia fazer a volta por Rio Claro, mas eles resolveram me seguir. Afinal a distância era um pouco menor e a estrada bem melhor. Avisei que depois de subir a serra chegaríamos no bar de D. Rosa onde é servido um belo frango frito, mas ela está desativando o estabelecimento e passamos a refrigerante e biscoito. A fome bateu, Vagner começou a ter cãimbras.

Chegamos em Rio Claro onde os salgados da D. Marlene salvaram a gente. Depois foi pedalar debaixo de chuva fresca e sol ameno. Ganhei novos colegas de pedal, com um jeito diferente, mas é bom conhecer outros costumes, abrir a mandala da gente.

quarta-feira, março 31, 2010


Canto A Volta do Boêmio há tanto tempo

e só ontem, 28/03/2010, pedalando para 7 Quedas, me dei conta da razão do sucesso desta canção. Foi assim: A serra da Bocaina vigiava nosso avanço lá de longe quando eu e João Henrique alcançamos o barramansense Bruno. Dai fomos conversando.

Em dado momento Bruno disse: Minha mulher vê as fotos das minhas pedadas e diz que não entende por que vou tão longe. Então lhe disse que quando comecei a pedalar minha Lili dizia a mesma coisa, mas agora apoia meus "pedais". Foi quando me lembrei da música Boemia.
Esta foto é uma das coisas inesperadas que vemos nas pedaladas: um tatu cavando sua toca.

Comecei a cantar, tipo seresta, a segunda parte. "Acontece, que a mulher que floriu meu caminho de ventura, meiguice e carinho, dando vida ao meu barracão, me abraçou e beijando me disse a sorrir: Meu amor você pode partir, não esqueça o capacete não..."