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terça-feira, janeiro 05, 2010


Nosso sonho de consumo era tomar uma laranjada gelada na pastelaria em Quatis. Depois de refrescados seguimos de volta para casa que ainda estava longe. João e Edinho foram pela estrada de chão para Amparo e eu escolhi o asfalto da Dutra cheio de carros em altíssima velocidade. Todos chegamos bem e bebemos água bem fria a noite toda.

domingo, outubro 25, 2009


Mas nesta segunda feira, 12/10, João Bosco e eu, não apareceu mais ninguém, decidimos improvisar e ao invés do passeio pretendido fomos para Pirai passando por Pinheiral. Aproveitamos para saber mais sobre a fazenda Confiança que por estar em litígio judicial só nos foi permitido fotografar por fora. (foto de J.Bosco)

segunda-feira, agosto 10, 2009


Também acontece que onde pedalamos inúmeras vezes, mas que é novo para um colega que se inicia no ciclismo, aquece o nosso coração e nos parece inédito. Assim foi ver Marcus desbravando velhos caminhos tão originais para ele e tão nossos conhecidos.

domingo, maio 31, 2009


São muitas as razões para alguém pedalar 100 km ou mais. Entre elas, os objetivos são muito importantes. Vou exemplificar. Domingo 24/05/2009 fizemos um pedal até a cachoeira Ronco D’água, em Valença; hoje, 31/05/2009, fizemos a volta Passa Três – Pirai – Pinheiral. A intenção do primeiro foi ir até um lugar, neste foi passear por lugares. Mas o resultado da pedalada não se vê antes, mas sim no final. Às vezes se ganha exatamente o contrário do que se pretendia. Vou contar.

A cachoeira Ronco D’água fica depois de Conservatória, assim fizemos a trilha tão bem conhecida passando por São José do Turvo. Nenhuma novidade nesta parte do percurso, sem contar o companheirismo e o exercício físico. O caminho que ainda não percorrêramos era um asfalto cheio de subidas.

A cachoeira em si não tinha nenhum atrativo especial. Mas a trilha que pegamos para sair em Ipiabas foi show. Na mata, bem conservada, não tinha mais que 2 m de largura.

segunda-feira, abril 27, 2009


Sem pressa, as conversas rolaram mansas. Comentei com João Bosco o quanto estou gostando da leitura do livro Quem me Roubou de Mim. O autor, o padre Fábio de Melo, fala de um tema difícil sem se perder em divagações. O “Mim”, na compreensão dele é formado de um corpo e de uma subjetividade. Ele prefere não falar em alma. Diz: “Não queremos compartimentar as duas realidades, tampouco legitimar a perspectiva platônica (de Platão) de que o corpo é a prisão da alma”. Ou como diz em outro trecho: “A expressão alma refere-se (na sua concepção) ao conjunto de realidades humanas que são imateriais... vontade, liberdade, desejo”. O padre ensina então como se evitar deixar que outrem tire a nossa liberdade, domine a nossa vontade e interfira no que desejamos, isto é, que nos roube da gente mesmo.



Em Amparo encontramos dois ciclistas, Celso e Nick, que foram convidados para nos acompanhar. O jovem Nick fazia seu primeiro passeio de Mountain Bike e, como era de se esperar cansou rapidamente. Com paciência o colega Jorge o ensinou a alongar os músculos que estavam prontos para travar com câimbra. Também colaborei ficando para trás para lhes fazer companhia.

domingo, dezembro 28, 2008


Não vou descrever novamente o caminho de boas subidas em meio à mata Atlântica nem o prazer de correr numa estrada de terra entre morros verdes e pastos. O verão está bem úmido e a vegetação está uma beleza.

segunda-feira, novembro 10, 2008


Depois vem a descida no mesmo tipo de terreno até que se chega a plataforma de pedra que descortina todo município de Rio Claro. Na simpática cidade entre serras, conversando com um morador bem informado fiquei sabendo que é terra do poeta Fagundes Varela que escreveu os versos de Flor de Maracujá:
Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.
Por tudo que o céu revela!
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

terça-feira, junho 17, 2008


Cada um de nós tem sua profissão e capacidades especiais, como nosso amigo Dunga que fala com os cachorros. Isto mesmo. Veja esta foto enquanto transcrevo o que ele contou sobre este diálogo: Vinha muito bem pela trilha quando o cachorro saiu correndo da casa e gritou: - Pare aí! Continuei pedalando e ele voou no meu calcanhar: - Moço, já disse para não passar!
Argumentei: - Ora, chega pra lá que a rua é pública!
Ele tentando me morder gritou: - Aqui o senhor não passa, tenho ordens pra vigiar tudo em volta da casa, tenho que apresentar serviço!
Aí, tive de descer da bike e gritar com ele: - Você vai me deixar passar por bem ou vou ter que ser por mal?
Ele retrucou e afastando: - Bem, moço, também não precisa ser assim. Pode passar.

Você pode não acreditar neste diálogo, mas todo mundo sabe que nosso colega Reginaldo tem incompatibilidade com qualquer boi e quando encontra um na trilha mesmo a gente passando numa boa ele tem que se desviar porque senão é ataque na certa. Veja "seu" Zé, diz sempre que anda de cavalo desde garoto e teve de ser puxado igual a criança na fazenda Santana. São coisas do pedal.

(João não devia ter registrado isto!)

Atravessamos a Dutra e almoçamos em Quatis. Depois de um breve descanso fomos pra cachoeira do Cici onde tomamos um banho refrescante. A água estaa bem fria, mas no primeiro mergulho o corpo acostumava. Taí o Edson tremendo que nem vara verde.

É um belo lugar (imagem cedida pelo jovem Michel "Jorge")que nos revigorou para a volta. Subimos morros no caminho para Barra Mansa com a maior tranqüilidade. Andamos 100 km. Se uma pessoa que vive sedentária não acredita nisso, como é que vai crer que cachorro conversa com Dunga e nenhum boi gosta de Reginaldo?
(Então, João Bosco, amarrei bem a história?)