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terça-feira, janeiro 12, 2010


O domingo foi de reconciliação, como convém ser o Dia do Senhor. Ainda cedo não entramos na igreja bem defronte ao hotel, mas pegamos um jeep que nos levou para a aventura de alcançar o Pico da Bandeira lá em cima, a 2890 metros, acima das nuvens e de todos os problemas que afligem nossa alma. Era um mundo diverso do que viemos: com um ar mais leve e limpo, com um ecossistema diferente e com as forças da natureza tão presentes a nossa volta.

Voltamos para casa, para a vida sempre repetida e para as preocupações que embotam nossos sentimentos. Os dias passaram e quando relembrava o feito que fizemos, os mais velhos e o jovem Celmo, não percebia qualquer coisa diferente em minha alma até reencontrar o colega Pedrão. Ele me fez ver a principal lição que o Caminho da Luz nos deu: que dentro de nós existe um poder que torna tudo possível. Assim, sem mágica ou alarde, crescemos em nosso íntimo e ficamos pequeninos em nosso orgulho.

domingo, janeiro 10, 2010


O sol, nossa estrela, a mais próxima do nosso planeta, parece que está mais perto ou mais forte. Quando se pedala debaixo de sua canícula sentimo-nos fracos e cansados. Seus raios que dão vida, neste verão, sugam toda vitalidade do ciclista.

Cada sombra é bem vinda, nos largamos no chão sem ânimo pra nada. Toda beleza das matas, o verde dos campos, o azul celeste perdem a beleza ante a solina que cai do céu.

Neste domingo, 10/01/2010, fomos para Rio Claro e depois pegamos a estrada de Mangaratiba. Logo no pé da subidona entramos num caminho à esquerda, seria uma trilha nova para nós cinco. O rio Pirai nos acompanhava ao lado mas ninguém quis entrar em suas águas barrentas.

O relógio da igreja, se tivesse uma ali perto, batia meiodia quando saímos no asfalto da estrada que liga Getulândia a Passa Três. Pegamos à esquerda até a entrada para Fazenda da Grama e corremos para o bar da Cascata para comer um peixe frito acompanhado de cerveja estupidamente gelada.


Com pouca vontade subimos nas bikes e sob os raios quentes do sol pedalamos para Arrozal e voltamos para casa pela trilha da Melequinha. Logicamente parando em cada sombra abençoada que encontrávamos pelo caminho. Assim chegamos em casa.

terça-feira, janeiro 05, 2010


Saímos para pedalar, eu, João Bosco e Edinho que estava parado há dois meses. Começamos cedo, 6:30 deste domingo, primeiro do ano. O objetivo era visitar uma cachoeira nas encostas da serra da Mantiqueira, no Colibri. Este nome designa um restaurante-pousada às margens do rio Preto. Mas o sol foi subindo no céu e a manhã esquentava a cada momento. Depois de deixar Quatis para trás, subir para Falcão e pegar o caminho da Fumaça depois da divisa com Minas Gerias, os corpos desidratados pediam um banho de água fresca, assim paramos numa praia do rio Preto.

Mas pulei muita coisa. Pedalar com as primeiras luzes do dia é uma maravilha. Andamos ao lado do rio Paraíba do Sul pela ciclovia de Volta Redonda, continuamos ao lado dele pela Dutra cheia de carros voltando do feriadão e caminhões e não o perdemos de vista nas terras baixas de Quatis. Depois foi subir. Pedalávamos e falávamos de tudo quanto é assunto, até sobre ansiedade em cachorros, matéria de um livro que estou lendo.

Depois andamos ao lado do rio Preto pelo lado mineiro, voltamos ao estado do Rio e almoçamos em Fumaça. Lugarejo em meio as serras tinha a praça ocupada por uma feira da roça onde provamos um pudim de coco delicioso. O corpo pedia uma cama, mas ainda tínhamos muito chão para andar. Algumas subidas fortes e logo estávamos no alto do Morro Grande com todo o visual lindo do vale do rio Paraíba em Resende.

Nosso sonho de consumo era tomar uma laranjada gelada na pastelaria em Quatis. Depois de refrescados seguimos de volta para casa que ainda estava longe. João e Edinho foram pela estrada de chão para Amparo e eu escolhi o asfalto da Dutra cheio de carros em altíssima velocidade. Todos chegamos bem e bebemos água bem fria a noite toda.