Pesquisar este blog

sexta-feira, outubro 12, 2007


O que empanava a beleza do passeio era a secura do mato, os córregos secos (como o ribeirão dos Borges ali em baixo onde aparecia a lama do fundo) e carcaças de vacas mortes de sede. Pedalar com o tempo firme é bom, mas ver a natureza pedindo chuva deixa a gente torcendo para que desabe logo um temporal.

Depois tomamos o caminho de Arrozal onde almoçamos uma comida farta e completamos a volta da região correndo para casa. Aproveitamos para visitar o sítio de Dunga onde alguns jogaram totó, outros tiraram uma soneca e eu fiquei chupando cana. Voltamos pela trilha dos Mineiros fugindo da subida forte da Serrinha da Dutra. As sombras da tarde teciam um tapete escuro no chão onde os pnes deixavam suas marcas: passamos aqui.

sábado, outubro 06, 2007


Passeio pelo lado Mineiro do Rio Preto

Não sei se você acredita no poder do pensamento, coisa assim como desejar que a chuva pare desenhando um sol no chão ou dançado como os índios para fazer chover quando o tempo está muito seco. E quando a gente anda de bike esta força da mente tem funcionado mais de uma vez. Conseguimos isto neste domingo, 30/09/2007. A manhã estava fria e o céu encoberto de nuvens. Ameaçava chuva e ela pegou a gente antes de Amparo.

Éramos os mesmos cinco companheiros: João Bosco, João Inácio, Wesley, Sidney e eu. Mas o jovem Rafael conseguiu contatar o celular de Bosco e fomos andando devagar até ele nos alcançar na serra da Mutuca. Chovia fino e fazia frio.

O frio estava de doer e nossa roupa molhada no corpo piorava as coisas. Fizemos uma corrente desejando que o tempo melhorasse e logo, na chegada em Sta. Rita já não chovia mais. Viu?

Ainda era cedo, o bom restaurante que escolhemos para almoçar ainda não estava aberto e saímos passeando pela cidade que se emancipou no mesmo ano em que eu e João Bosco nascemos, 1944. Visitamos a catedral e subimos as ruas de calçamento pé-de-moleque.

sexta-feira, outubro 05, 2007


Depois do turismo corremos para almoçar. O fogão a lenha estava bem abastecido de boa comida. Observe como o prato do Sidney está bem fornido e olha que ele estava enfastiado. O restaurante fica em frente a antiga estação de Santa Rita de Jacuritnga. O lugar tranquilo tem tudo de bom para um passeio com a família.
Decidimos não descansar e saímos pedalando devagar. Seguimos em direção a Cruzeiro e lá na frente desviamos para a direita em direção ao Rio Preto e seu curso encachoeirado.
Acompanhando a corrente chegamos a uma bela cachoeira. Remansos convidavam a um banho refrescante, mas não pudemos nos demorar ali. A tarde ia avançando rápido. O tempo voa mesmo quando estamos numa atividade tão prazeirosa.

Depois, encontramos um local de fé. Sobre uma laje de pedra erguiam-se cruzes, amontoavam-se muitos pedregulhos e algumas oferendas. Aquilo nos deixou muito intrigados. João Inácio até opinou que parecia um lugar onde aconteceu um acidente com várias mortes, mas a verdade era bem outra.

Visitamos, novamente, a fazenda Santa Clara e fomos conversar com os moradores das casas que há muito serviu de senzala sobre aquele estranho altar de pedra. Ali, um rapaz chamado André, contou que no local da laje muitas pessoas fazem oferendas à um negro do tempo da escravidão que foi punido por seus senhores com uma morte horrível. Mané Pereira teve pedras amarradas as pernas e ainda vivo foi jogado no rio Preto, mas seu corpo boiou e daí em diante passou a ser venerado. Parece que tem feito alguns milagres.
A tarde estava muitolegalpara pedalar, sem sol forte e com uma brisa fresca. Nós que acreditamos que o tempo ia melhorar em nosso favor alcançamos nosso objetivo.
Depois não perdemos tempo e corremos para casa que ainda estava muito longe. A noite nos pegou depois de Amparo. Foram 140km que deixou todo mundo bem esgotado, eu mais que todos.