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domingo, abril 26, 2015

BikeTour2015 - O grande ciclista...pelo menos desta vez.

O guerreiro está em casa. 

A pouco menos de uma hora ainda estava na praça central de Vassouras no meio de centenas de ciclistas

e agora subi a escadaria e chegei ao corredor. Toda magia acaba quando Lili pergunta: Lembrou de trazer o bicarbonato que pedi ontem? Só que hoje foi diferente, não cheguei de um pedala qualquer, regressava de uma competição que lotou as ruas de Vassouras. 

O BikeTour 2015 foi um sucesso com quase 400 ciclistas e corri com homens e mulheres com metade de minha idade. 

E lá estava eu no ponto de chegada. Corremos quase 50 km sem que tivesse levado tombo, sentido cãibra ou estar cansado. 

E desta vez Lili olhou melhor e perguntou: o que é isso aí? Era minha medalha por ter cumprido a prova, uma condecoração de metal bruto, o mesmo material com que se faz os heróis. Então, Lili fotografou o maridão, o grande ciclista...pelo menos desta vez.

terça-feira, abril 21, 2015

Mas que pedal é esse?!


Posso explicar. Diferente de passear de carro na bike a gente para e curte lugares bonitos como essa cachoeira. A bicicleta aumenta o tempo na vida da gente.
- Mas era pedal ou caminhada?

A bem da verdade, estávamos pedalando mas encontramos o amigo Leônidas e não pudemos deixar de andar com ele nesta bela estradinha.
-E essa foto? Faz parte do pedal?

Bem, um boa pedalada dá fome e o amigo João 2010 precisou “bater” dois pratos-fundo, tomou sorvete e não resistiu a raspar a panela de angu e comer com leite.
- E isto é andar de bike?

Não, não é, mas quem resiste ouvir um bom violeiro cantando modas antigas. Depois a gente recupera o tempo girando bastante.
- E isso, o que é que tem a ver com bicicleta?


Ora, ninguém é de ferro!

domingo, abril 19, 2015

São João Marcos e Ponte Bela, pedal do Zéadal

São João Marcos, as ruínas, estivemos lá novamente, hoje 19/04/2015.

Foi um pedal tranquilo, quase só asfalto e com belas coisas para ver.

A estrada para Mangaratiba, com pouco movimento, convida ao ciclismo.

Os colegas que visitaram a primeira cidade do Brasil a ser “tombada” e a única no Mundo a ser “destombada”, encantaram-se com o lugar.

Visitamos o que os arqueólogos estão conseguindo recuperar da cidade que foi explodida.

Todos estavam felizes, sorrisos de um canto a outro do rosto, e um colega disse a frase fatal: nem parece um pedal do Zéadal!
Pra quê! Fomos visitar a ponte Bela que nunca tinha visto.

Mas o caminho! Mais de um colega “comprou terras” naquele brejo.
Então, um colega falou: a gente acompanhando Zéadal até parece “mulher de malandro”.

Sempre me fascinou a mulher que apanha. Ora, as mulheres são inteligentes, está aí do Lili que não me deixa mentir. Porque a mulher apanha e permanece com o homem? Não pode ser uma resposta simples, tipo: ela precisa do dinheiro dele ou eles têm filhos em comum. Não, eu não sou Freud, mas arrisco dizer que um casal assim vive momentos de tão intensa felicidade que isto faz a mulher continuar o relacionamento.

É o que acredito, acontece nos pedais do Zéadal, a turma sofre um pouco, mas gosta muito.

sábado, abril 18, 2015

O Porto Maravilha, eu e minha bike.

Fui ao Rio de Janeiro pegar passagem de ônibus para Floripa e levei minha bike. 

Tinha um bom tempo para perambular por ali sem ir muito longe. E por esses dias li um artigo falando das belezas do Porto Maravilha. Obras que estão transformando a região portuária do Rio, demolindo antigos armazéns e lojas 

e construindo prédios moderníssimos. 

O chão, coberto de asfalto velho e paralelepípedos, está sendo rasgado para estender os meios modernos de comunicação dos homens. 

Um mundo estagnado por cem anos dá lugar a um espaço futurista. Mas a maior das maravilhas do Porto é que estão sendo desenterradas as histórias de duzentos anos atrás e que estavam perdidas. Minha bike me levou ligeira por aqueles quatro quilômetros quadrados. Primeiro subi o morro da Conceição com suas vielas que mal dão para passar um automóvel pequeno, mas que minha bike subiu toda feliz. 

Já imaginou rodar pela rua do Jogo de Bola? Zé, cheio de idade se sentiu moleque novamente. 

Lá em cima procurei os atelieres de artistas, mas estavam todos fechados. E perguntei insistente onde ficava a Pedra do Sal. Um e outro me disse que precisava descer a rua da Gamboa e tornar a subir mais adiante, mas não há coisa melhor do que entrar por um beco apertado e descobrir que cheguei onde queria. 

Uma rocha milenar aflorava bem numa das ruas do morro. Não há explodiram, cortaram uma escada nela e, descendo parei minha bike que adora se exibir para a câmera. 

Quando voltei a Gamboa procurei um barzinho e encontrei o boteco Gracioso, premiado pelos seus bolinhos fantásticos. 

Não há cara mais desperdiçador de dinheiro que o turista. Acho que parte da estupidez gastadeira é a euforia de ver coisas novas e belas e, agradecidos, esparramar dinheiro com os nativos. E tomei uma cerveja de R$16. Mas como era gostosa! E como estava gelada! E foi um acompanhamento perfeito para o bolinho de aipim com carne. 

Voltei a pedalar e fui ver o mar, ali tranquilo espelho que se move lentamente refletindo a luz de mil maneiras. 

Este mesmo mar foi o meio de trazer milhares de homens e mulheres para trabalhar no Brasil. Sabendo da redescoberta do Valongo girei pra lá. Quando a bike desceu as rampas e fiquei frente a frente com aquelas pedras do cais pisadas por tantos pés pretos, que pisavam cheios de medo e apreensão com tudo o que iam viver nas terras do Brasil tive um soluço de emoção. 

Mas Deus é bom. Também subi o morro da Providência mais carregando a magrela do que pedalando. É só escadarias.  
E dali do porto, de seus altos que primeiro foram habitados pelos negros, vi outros morros famosos do Rio. Eu e minha bike.

     

segunda-feira, março 30, 2015

Venha atravessar a barreira do tempo sobre sua bike.

A bicicleta é um equipamento mágico que nos leva desse mundo moderno corrido para o tempo em que tudo era mais tranquilo e até para um mundo de conto de fadas.

Mas o ciclista tem que ter olhos para ver.
Neste domingo, 29/03/2015, saímos da cidade, cinco ciclistas.

No bairro S. Sebastião deixamos o asfalto e pegamos o caminho de chão e pedras. Depois de rodarmos uns 8 km chamei os colegas para conhecer a fazenda Boa Vista no meio de um bosque no alto duma colina que a estradinha margeava.

Então, entramos em outra época e outro mundo.

Outono é uma estação em que todas as frutas estão maduras: carambola, tangerina, fruta-do-conde, pera dura, goiaba. Nos fartamos e fiz a feira.

Como prova de que voltáramos à infância os rapazes tiraram esta foto ao lado de uma berlineta, uma bike do tempo de nossos avós.

Quando puder venha atravessar a barreira do tempo sobre sua bike.

sábado, novembro 20, 2010

VIAGEM A PARATY - DIA 3º

Barro, barro e mais barro. Por três dias lavávamos as bicicletas sempre que víamos uma mangueira d'água. O colega João Bosco que já havia feito o trajeto avisou: veja que as borrachas estejam novas, as descidas comem os freios todo. E a areia agarrada na folha da roda fazia a bike chiar ao descer voando cada uma das mil descidas.
Meu anjo protetor quase me abandonou na descida para Paraty, a bike a mais de 60km/h chiava com o atrito de ferro contra ferro. Só lá em baixo, quando freiei por causa de um quebra mola e de crianças e cachorrinhos na pista, é que o pneu murchou na hora, a câmera rasgou com o calor e abriu um palmo. Um bêbado que nos alegrou na frente da birosca onde arrumamos o pneu devia ter recebido meu anjo cansado que devia estar me dizendo: até aqui eu te trouxe, agora você continua por tua conta.
O terceiro dia começou lindo na pequena Campos Novos e depois de um gostoso café da manhã e ajustes e regulagens nas magrelas rodamos por 30km só em asfalto. Um sol maneiro dava cor a paisagem deslumbrante. Andando pelos altos dos morros da serra víamos um mar de morros se desdobrando de um lado e d'outro do asfalto. Lembrava o oceano agitado por ondas se quebrando.E nós montados no espinhaço da serra.
A estrada não corria circundando as colinas, não. Andando pelos altos su-bi-mos e descemos encostas do tipo da Mutuca umas doze vezes. Quando as pernas começavam a se queixar avistamos a belezura do casario de Cunha. Um almoço farto, gostoso e barato nos fortaleceu para o derradeiro avanço.
Tanto sair de Campos Novos quanto de Cunha exigiu vencer uma subida bem íngrime. Vendo aquela placa na qual aparece um carro quase em pé num plano bem inclinado, Peixe comentou: dá vontade de virar o carro pra baixo para tirar essa impressão má de esforço. Mas só fizemos mesmo foi desmontar e empurrar. Foram precisos três subidonas até o fim do asfalto e da placa de divisa de estado para ultrapassar a serra. Já escurecendo nos vimos na entrada do parque Nacional.
Abandonamos a serra, mas não foi uma tarefa fácil. No princípio tinha um pavimento bom, depois por 8km fizemos um downhill velóz que logo se transformou numa disputa de terreno com dezenas de carros que subiam do feriadão. Descendo e descendo, soltando e prendendo o freio, sempre pensando no aquecimento da folha e no estouro do pneu, chegamos a mata litorânea. Vencemos a serra do Mar como tantos tropeiros fizeram por séculos com seus burros carregados.